"Zootrópolis": à conversa com a população da nova cidade da Disney

"Zootrópolis" é a mais recente animação dos estúdios Disney, precedido pelo sucesso de "Big Hero 6" e "Frozen", com os quais partilha os mesmos criadores. Uma história sobre uma cidade onde presas e predadores naturais vivem em harmonia e onde tudo é possível, como nos é demonstrado pela persistente Judy, uma coelha que se torna polícia. O SAPO On The Hop esteve à conversa com aqueles que deram voz a Judy Hopps (Maria Camões), Nick Wilde (Diogo Mesquita) e Gazelle (Rita Guerra) na versão portuguesa. 

Conferencia zootropolis

SAPO On The Hop: O que julgam ter em comum com as vossas personagens?

Maria Camões (M): De aspeto nada, não é? (risos) Até porque eu tenho 1.80 m e ela é muit0 pequenina (risos). Eu acho que é esta vontade de mudar o mundo e mudar as pessoas, eu sinto isso um bocadinho em mim e nos meus sonhos.

Dioto Mesquita (D): Ah, é o nariz! (risos) Se eu estiver de perfil e ele também, eu acho que nós somos iguais (risos). Agora em comum com a personalidade... Eu acho que ela não foge aos sentimentos dela, e acaba por se revelar uma personagem com bom fundo, e eu acho que também sou uma pessoa com bom fundo, modéstia aparte (risos).

Rita Guerra (R): Em comum com a Gazelle tenho a profissão, a esperança na igualdade de direitos entre pares e o lado pacifista e optimista.

Existiu algum obstáculo para desempenhar as vossas personagens? Algum "tique", alguma mania...

M: Tive, tive! Tive uma produção ótima que nunca me deixava tropeçar, uma concentração imensa, um bom aquecimento antes e assim uns trava línguas para aquecer bem a voz. E muita, muita, muita concentração!

D: Eu acho que o especial dela é que quando fala, nós não podemos só ouvir o que ela diz, mas também o que ela não diz! Aquilo é tudo muito calculado. Ela é daquelas pessoas que nos dizem "Ah, estás bonita estás...", e tu ficas a pensar "Está bonita ou não?". Tens de perceber bem o recorte da personagem, e ela tem muito esta característica.

R: Na verdade, o contacto que tive com a Gazelle foi muito curto, e apenas lhe reconheci um tom muito sereno e sensível na voz. Claro que fiz por fazer a dobragem o mais fiel possível à voz original, sendo que mais importante que a semelhança do timbre, está a intenção com que digo as frases. Se o meu papel tivesse sido também dobrar as canções, aí a preocupação com o timbre estaria mais presente.

Qual o conselho que dariam às vossas personagens?

M: Eu acho que existe aquele conselho básico que consiste em nunca deixar de acreditar, mas nos dias que correm acreditar não chega, não é? Se queremos mudar temos de fazer por isso. Temos de olhar à nossa volta, e por vezes mudar a nós mesmos antes de mudar o mundo. Não pode ser um ato egoísta, e por isso o meu conselho vai nessa direção: Se queres mudar tens de fazer por isso, não podes ficar sentado à espera (risos).

D: Olha boa pergunta! Se eu tivesse de dar um conselho... Não sei. Sabes, eu gosto dela assim! Na realidade, o lado matreiro dela não a leva propriamente para a maldade, pelo menos no filme. Aquela impressão que nós temos da raposa não é bem esta. Ela é matreira, é astuta, mas não é dada para a maldade. É mais levada para um jogozinho, e define assim a relação que tem com as outras personagens.

R: Aconselha-la-ia a continuar a sua luta, sempre.

Uma pergunta para a nossa pequena polícia: como foi a transição de princesa (Elsa em "Frozen") para coelha? (risos)

M: Uau (risos) É tão diferente, foi tão diferente! Eu acho que as duas complementam-se muito. A Elsa ocupa um lugar muito especial na minha vida, e acho que foi um marco muito diferente sobre o que é o amor e o que são as princesas. Quanto à transição, sendo atriz essas transições acontecem permanentemente na minha vida, mas é engraçado que eu acho que elas têm coisas muito em comum.

O facto de o "Frozen" ter tido um impacto tão grande não te deixou com algum receio para este novo trabalho, ou sentimento de deceção ao deixar um sucesso estrondoso?

M: Não, eu gosto das duas e as duas ocupam lugares diferentes na minha vida. Eu estou tão entusiasmada com este filme e quero tanto que as pessoas vão ver... Acho que este filme também vai ser um marco na mudança da ideia das falas e de como as histórias são contadas. Estou mesmo ansiosa! Quero que o "Frozen" continue a ser um sucesso, mas que este também seja um mega sucesso. (risos)

Fotos: Ana Castro e Disney Portugal

Autor: Carina Sousa

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