Volvo Ocean Race, volta ao mundo à portuguesa

Sabia que a SCA, a única equipa de vela exclusivamente feminina na competição da Volvo Ocean Race, é apadrinhada pela família real sueca? Ou que, para compensar as diferenças físicas, está autorizada a ter mais tripulantes?

Se calhar também não sabia que o skipper da Vestas Wind foi eletricista numa mina para financiar a sua paixão por vela ou que os fundadores da Alvimedica se conheceram no set de um filme da Disney sobre o mesmo desporto...
A Dongfeng pode dizer que é a primeira equipa a trazer chineses para a competição enquanto a equipa da Burnel integra, pela primeira vez, um lituano. Sabia que antes do início da prova, o skipper da Abu-Dhabi ofereceu a todos os membros da tripulação uma pequena faca como símbolo do espírito de equipa? Ou que Ryan Kwanten, ator de "Sangue Fresco", visitou a embarcação da mesma equipa, em Newport?
Com certeza sabe que no barco da Mapfre, se fala português, espanhol, francês e inglês...

Nós também não o sabíamos. Por isso, uma coisa é certa: se agora os termos e os nomes das equipas lhe são estranhos, depois da visita deixarão de o ser.

Roupa e calçado confortável, protetor solar, chapéu ou boné, máquina fotográfica e pouca bagagem - é tudo aquilo de que precisa para visitar o Passeio Marítimo de Algés e ficar a conhecer um pouco mais a mágica Volvo Ocean Race. Com paragem obrigatória em Lisboa, uma das mais emblemáticas regatas a nível mundial junta praticantes da modalidade das mais diversas idades e nacionalidades.

Na equipa espanhola Mapfre, fomos conhecer Renato Conde, da equipa de terra. Natural de Aveiro, o ex-campeão mundial orgulha-se do seu trabalho. Confidencia-nos que velejadores, são cerca de 800, já elementos das equipas terra, contam-se pelos dedos das mãos. Renato trabalha com carbono, navega: faz um pouco de tudo. Já foi Under-30, neste momento, é rigger: responsabiliza-se pelo  mastro, retranca, cabos e também, sistemas. Não esconde a felicidade de visitar Lisboa, nem poupa elogios à organização - opinião positiva que afirma ser unânime a todas as equipas.

José Pedro Amaral, Stopover Director, destaca a importância destes eventos para a capital portuguesa e sublinha que a mais recente edição tem corrido na perfeição. Relembra que a relação com o mar é parte intrínseca de ser português e que muitos marinheiros portugueses já fizeram viagens como esta em tempos que já lá vão.

E se tudo isto ainda não é suficiente para o convencer que Lisboa é a cidade do momento nestes últimos dias, talvez o especial - e muito aguardado - regresso da equipa Vestas Wind o seja. Seis meses afastada da competição, depois de um desaire no Índico, a equipa dinamarquesa volta a navegar e regressa à prova, em águas nacionais.

Despache-se que ainda vai a tempo de dar um satinho a esta Village à beira-mar plantada, onde pode ver o interior de uma embarcação, espreitar as bases das equipas terra e fotografar tripulantes. Pode ainda assistir a regatas, levar os mais novos a experimentar alguns desportos aquáticos, almoçar, jantar ou assistir a um concerto gratuito de algum dos talentosos músicos portugueses que fazem parte do cartaz.

Autor: Raquel Cordeiro

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