10 de Setembro às 02:28, por Pedro

A carvalhesa tem mais encanto na hora da despedida

No terceiro dia do Avante o cansaço já impediu a presença no recinto de manhã, mas de tarde já havia concertos a não perder, por isso o despertador acordou-me meia hora antes das 14h, para que não perdesse Linda Martini. E como valeu a pena! O rock português atravessa uma fase de qualidade, há que reconhecer...

 

 

Se não estava totalmente recuperado do cansaço de sábado, este concerto trouxe-me à estaca zero. Então recuperei as forças ao ver uma atuação dos Tocá Rufar, ri com o comediante Serafim no palco Alentejo, comi o prato filete especial na "Colômbia", que mais parecia iscas, e depois vi duas das curtas de João Salaviza no AvanTeatro.

Eram quase 17 horas e não podia perder os grandes Diabo na Cruz, que deram um grande concerto mas que foi curto demais, porque antecedia o comício partidário.

 

Saí do recinto para preparar o regresso a casa e só voltei às 20 para ver o guineense Ba Cissoko, que demonstrou ter uma grande banda do género com recurso a instrumentos incríveis típicos do seu país.

E como tudo o que é bom acaba cedo, às 22 horas começou o ultimo concerto desta edição da festa: os Gaiteiros de Lisboa com os convidados Sérgio Godinho, Adiafa, Ana Bacalhau e Zeca Medeiros. Uma bela e divertida surpresa, já que desconhecia completamente a sua existência mas têm muita qualidade e boa disposição.

 

No Avante, não há fim sem uma enorme Carvalhesa, a olhar para as estrelas misturadas com fogo de artificio e aos saltos abraçado com os amigos. E é assim que nos despedimos e dizemos até para o ano - porque não se falta a uma festa como esta...

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