13 de Setembro às 02:38, por Pedro

Ainda é verão, pelo menos na Vidigueira

Há festivaleiros que já se desdobram em rescaldos da época estival, mas a verdade é que nem acabou o verão nem os festivais. A última jornada acontece nas piscinas municipais da Vidigueira, entre amanhã e sábado. Tem bons motivos para proporcionar uns últimos dias de férias em beleza. Que o digam Linda Martini, Wraygunndoismileoito ou Jorge Palma.

 

Ah pois, fizeste mal se já arrumaste os calções de banho no fundo da gaveta. O Festival da Vidigueira dá acesso a uns últimos mergulhos em 2012, debaixo de um sol alentejano que ainda promete, e um "arraial tropical", a receção ao campista que está prevista para a noite de hoje: são duas propostas importantes aliadas a um cartaz composto apenas por artistas nacionais.

O primeiro dia arranca com Miguel Araújo, Jorge Palma e Mesa. Por três motivos diferentes, tenho razões especiais para querer ver estes concertos: ainda não vi o Miguel AJ na versão "festivaleiro", a tocar com banda, e estou à espera de saber se vai sair da zona de conforto (toda a gente sabe que os hits ficam chatos...); não me lembro da última vez em que vi uma aparição decente de Jorge Palma, sendo que a última, no Ritz Clube com os Ena Pá 2000, foi mesmo preocupante e, por isso, quero finalmente relembrar-me do porquê de adorar este génio; e, claro, há que conhecer os novos Mesa, agora sem o vozeirão de Mónica Ferraz. Até às quatro da manhã prossegue a animação, a cargo de Rui Estêvão (Antena 3).

Para a tarde de sábado, apostaria numa mistura improvável de mojitos de pool party com sabores tradicionais alentejanos. Nada como procurar e ficar a saber com o espaço com que podemos contar.

A segunda e última noite conta com os concertos de Wraygunn, Linda Martini (duas bandas que vimos há poucas semanas em Tomar, no Bons Sons) e doismileoito. A última (e única) vez que vi um concerto desta última foi há já quase um ano, no Santiago Alquimista, na apresentação do álbum "Pés Frios" - os doismileoito estavam a jogar fora de casa e não conseguiram esconder a timidez e a verdura das músicas. Muitos concertos depois, espero sinceramente que uma das minhas bandas preferidas "parta tudo": para isto, claro, não se deve esquecer de uma dose bem generosa do primeiro álbum, mais rasgadinho.

Não conheço o espaço, o historial, o espírito nem a qualidade da organização - atirei-me mais ou menos nas mesmas condições para o Bons Sons e, acreditando que a tendência se mantém, já estou eufórico. Depois destes dois dias de farra é bem provável que nunca mais conte piadas sobre a moleza dos alentejanos. Que assim seja!

O bilhete simples para um dia custa 13€ e o bilhete geral 22€. Vamos lá testar a fibra deste último festival de verão?

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