E à sexta-feira Paredes de Coura descansou (mais ou menos)

Ao sexto dia de acampamento e terceiro do festival, encontramos uma vila de Paredes de Coura bastante cansada. Se o primeiro dia de música a sério esteve bastante bem, o segundo esteve bastante melhor. Mais concertos esperados, mais talento por confirmar, mais talento por descobrir.

Paredes de Coura - Iron man

Destacam-se obviamente os Tame Impala com mais um concerto muito forte e uma excitante promoção do ainda estranho novo álbum, "Currents". Steve Gunn deu um bom espectáculo musical e Father Jonh Misty não teve medo de abusar do dramatismo num concerto inesquecível. Já Nuno lopes, o bom ator com fama de bom DJ, não nos conseguiu conquistar, mas fez um bom esforço.

Houve também muitas, mas muitas mais pessoas. O primeiro dia completamente esgotado do festival foi realmente uma invasão de malta tranquila, muito interessada e maioritariamente bem informada sobre o quão especial é o cartaz da edição deste ano. Para um espaço tão pequeno é incrível como tanta gente se pode mover tão bem. O civismo ainda existe em festivais de verão. Ou pelo menos no Paredes de Coura.

Ou então estava tudo demasiado cansado para ser rude. O calor está forte, à quem chame às caminhadas entre ribeira-vila-tenda-recinto de "passeios em Marrocos", mas a verdade é que em Marrocos provavelmente não há tantas subidas.

Já quase não há comida. Ok, estou a exagerar, mas há sem dúvida alguma dificuldade em ter uma boa refeição sem se ter de passar boas meias-horas em filas de supermercado ou de cadeias mais requintadas de pão com chouriço. Tal não significa que a vila e organização do festival não tentem corresponder à exagerada procura, pelo contrário. Não sei se é a simpatia e sentido prático do norte mas sente-se por aqui que só não tem uma estadia quem não quer. Até gelo para venda junto ao campismo há!

E mesmo que essa boa estadia seja regulada por madrugadas frias e manhãs e tardes escaldantes, há sempre a noção de que, depois de lhes sobrevivermos ao melhor estilo possível, há a música ao vivo pela qual passamos o inverno a chorar.

Autor: Pedro Cisneiros

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