Lisboa Dance Festival, dia 1: Quem dança, seus males espanta

Na sua segunda edição, o Lisboa Dance Festival fez-se representar na Lx Factory com um cartaz de peso, com nomes no primeiro dia como TOKiMONSTA, Holly Wood ou ainda uma noite só com curadoria de Moullinex. A fazer lembrar os festivais de verão, graças à ajuda do tempo ameno, quase veranil, a romaria a Alcântara foi muita.

A experiência da música eletrónica começou ao início da noite da passada sexta-feira com o market do Lisboa Dance Festival (LDF), onde cada um podia ser músico, com o seu espaço para experimentar e criar novas sonoridades. Antes de avançarmos para a reportagem dos concertos, nota positiva para a organização e também para o facto de os palcos, tirando alguns casos, não terem estado à pinha - sentimo-nos confortáveis para dançar e celebrar a música como deve ser.

Holly Wood

Vindo da Azambuja, o rapper da zona Oeste de Lisboa, representado pelo seu MC e convidados, como No Money. A apresentar o seu disco de estreia, “O Dread que matou Golias”, Holly Wood procurou aquecer a sala principal do LDF, ainda com uma plateia despida. Qualquer boda (tema que também tem vocals de Regula, mas que não esteve presente), Fácil e Cobras e Ratazanas foram os momentos altos de uma noite que, se estivesse com mais gente, se tornaria inesquecível para quem atuou.

Moullinex Open House

Noutra pista de dança, Moullinex fez questão de mostrar num dos palcos alternativos a família que seguirá para o Texas, onde participará em mais uma edição do festival South by Southwest. Do que pudemos ver, GPU Panic, DA CHICK e Magazino deram tudo e quase que provocavam o disparo dos alarmes de incêndio, tal era o calor na sala. Destaque para a atuação do próprio Moullinex, que prestou tributo aos Daft Punk. Durante meia hora, o duo francês foi inspiração para a trupe portuguesa.

TOKiMONSTA

Uma das grandes atrações do dia era mesmo a californiana TOKiMONSTA. A DJ norte-americana mostrou-nos o motivo pelo qual era uma das atrações principais do dia. Plateia cheia, foi ao som da eletrónica e do hip hop que se dançou, suou e até se cantou. Com Snopp Dogg, Drake e Kendrick Lamar a serem interlúdios para sons como Steal My Atention ou ainda Realla ou Put Me Down (dois últimos feitos em parceria com o seu amigo, Anderson .Paak). Ritmos inflamados que serviram para dar mais ânimo para o resto da noite que contou com as atuações de Marcel Dettmann, Batida e Dekmantel Soundsystem.

Fotografia: Pedro B. Maia

Autor: Carlos Vieira

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