O funk do Cais Sodré tem um nome, e não engana

Na última sexta feira de maio, a primavera parou o vento e deixou quem entrava no MusicBox desfrutar da ansiedade.

É meia noite e estamos prontos para uma viagem no tempo aos anos 1960 e 1970, quando James Brown contagiava plateias.

Os Cais Sodré Funk Connection já tiveram oportunidade de nos contagiar, na primeira noite da Festa do Avante!2012, e não falharam.

Não é, portanto, noite de mostrar que são bons, é noite de serem bons, mas o atraso de aproximadamente 50 minutos compromete a boa imagem com que nos deixaram.
Os Djs bem tentaram lançar um pouco de soul e R&B de aquecimento da pista, mas, quando o tempo não passa, a música farta.

Tudo começa bem, quando a banda entra em palco e, sem cerimónias, solta o groove na sala bem composta.

O à vontade do vocalista, SILK, agora analisado bem de perto, é o primeiro fator impressionante: nada para a sua energia, a sua coordenação, a sua performance.
Pede desculpa subtilmente pelo atraso, mas, entre tantos "ladies and gentlemen, thank you for coming" e "you are somebody!", não há rancor que resista a tal boa disposição.

Com um baixo de se lhe tirar o chapéu, cortesia de Francisco Rebelo dos Orelha Negra e Cool Hopnoise, o funk fluiu pela sala.
"Express Yourself" foi das primeiras, mas vários originais passaram ainda mais energia à plateia, como "Getting the corners".

Os sopros foram fundamentais à festa, mas tiveram claras falhas de coordenação.
A bateria nao desiludiu e acompanhou fielmente os ritmos até aos estrelatos da guitarra, da voz feminina de Tamin, e das teclas, especialmente em "7 days a fool".

O Cais do Sodré tem boa música, Portugal respira soul e o mundo inteiro agradece. Só dispensávamos mesmo um atraso tão grande...

Fotografias por Mariana Stoffel

Autor: Pedro Cisneiros

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