Señoritas: "A gente só faz o que nos apetece e nos vai na real gana"

Depois do concerto de apresentação do novo projeto de Mitó Mendes e Sandra Baptista, no passado sábado, na Casa Independente, em Lisboa, o SAPO On The Hop teve a oportunidade de conversar com as Señoritas sobre o seu começo e o primeiro álbum.

Conheceram-se n'A NAIFA, o projecto lançado por Luís Varatojo, Vasco Vaz e João Aguardela, do qual também fazia parte Maria Antónia Mendes - Mitó para os amigos. Mais tarde, chegou Sandra Baptista e foi o começo de uma química que transparece para palco. No fim do segundo concerto de apresentação, em Lisboa, contaram ao SAPO On The Hop mais sobre as Señoritas.

Começou tudo há sensivelmente dois anos. "Como os amigos se encontram para ir à praia e beber minis ao fim de semana, nós encontrávamos-nos em casa para ensaiar e fazer umas experiências", explicam. O resultado é um conjunto de doze canções apresentadas ao vivo no passado sábado, 21.

À voz e pluri-instrumentalidade de Mitó juntou-se a mestria de Sandra Baptista no acordeão e na guitarra para criar uma harmonia que embalou uma Casa Independente cheia, no centro de Lisboa. Pouco minutos depois do fim do concerto, sentiram-se "muito bem recebidas" nesta que foi a segunda vez que tocaram ao vivo. "É como conduzir um carro novo. Estamos a fazer a dita rodagem. Com 40 anos, tens um sabor completamente diferente", explica Sandra Baptista.

O alinhamento, pautado por uma força instrumental típica de quem faz isto há anos, foi marcado pela força vocal de Mitó Mendes, num conjunto de temas que nos levam das sinfonias nostálgicas e inocentes, à força e peso de temas como o luto e a superação. Em concerto, as Señoritas vincam pela facilidade com que se aproximam de nós e nos fazem ouvir as histórias que com tanta experiência nos contam.

Nunca sentiram necessidade de criar algo fora d'A NAIFA, projeto esse que parou por tempo indefinido. "Fechou-se um ciclo. Acabou em grande, e há que saber também acabar de forma boa e saudável", assinalam.

Não tencionam criar um projecto inovador: "A gente só faz o que nos apetece e nos vai na real gana (...) E fazemos só para nos divertirmos". À música portuguesa dizem não trazer nada de novo porque "o objetivo não é esse. Trazemos a nossa personalidade, a nossa forma de estar e a nossa atitude de uma forma muito simples, muito minimal, muito despida e tentamos captar a primeira essência da criação musical e transportá-la para palco" e fizeram-no com muito sucesso para uma sala cheia.

Quanto a um álbum, "em setembro sai disco, se tudo correr bem", realçam.

Fotos: Rita Rosa

Autor: João Costa

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