Ser tão bom como os Pixies deve cansar

Este sábado fomos ao Coliseu dos Recreios em dia de derby da bola. A ideia seria tola para qualquer português que não reconhecesse génio aos Pixies.


Felizmente temos muitos portugueses e turistas fâs da banda de "Here comes your man". Esses mesmos fâs não devem ser confundidos com os simples apreciadores desse sucesso e de "Where is my mind", tema celebrizado pelo épico filme Fight Club.

Pixies é muito mais do que duas músicas completamente diferentes. São dezenas de tributos à boa música original, firmemente representados por (Frank) Black Francis, Joey Santiago, Dave Lovering e, a recente substituta de Kim Deal, KimShattuck.

O Coliseu, cheio de trintões que não perderam a pinta, assistiu por volta das 21h à actuação de AAAK. A banda de Manchester não entusiasmou especialmente os fâs das letras de Pixies, mas o seu rock neo industrial ajudou a aquecer os pescoços. Uma bateria de evidenciar, assim como a guitarra que suplementou os sintetizadores, num ritmado frenezim que poderia ser mais interessante não fosse as grotescas vozes, principal e suporte (também teclas).

Com o fim desta performance a expectativa aumenta em torno do regresso dos enormes Pixies. Enquanto alguns membros dos AAAK arrumam o material, os outros mebros vêm à plateia dár autografos, como estrelas que poderam ser, assim que alterem o seu estilo vocal. Assim que caiem os panos pretos que ocultavam o backstage entendemos a diferença de produção entre as duas bandas.
O atraso dos desejados rockers, que nada dizem quando entram em palco, foi bastante ligeiro. São ovacionados pelo, já reconhecido, caloroso público português, que tanto ansiava pela viagem ao passado. Tocam alguns temas do novo albúm, das quais "Bagboy" foi a mais dançada, até chegarem a memoráveis interpretações de "Wave of Mutilation", "Debaser", "Subbacultcha", "Here comes your man", entre outras.

Numa actuação sem pausas, graças ao energético baterista Lovering, ficou evidenciado o talento do guitarrista principal Santiago, que deliciou, com o seu toque mágico, em músicas como a esgotada "Where is my mind".

Sem cerimónias vão para o backstage com a plateia ao rubro sem se calar até ao seu regresso. "Hey", "Caribou", e para terminar "Gouge away".

Um reportório tão bom que eram escusadas palavras complementares. Mas seriam sem dúvida apreciadas por um público tão simpático.

Não são a banda de 94, nem fazemos a mínima de como seria então o seu concerto, mas a sua grandeza atual parece sinónimo de moleza. Nada que importe mais que a sua mágica música.

Foto reportagem: Rita Sousa Vieira

 

Autor: Pedro Cisneiros

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